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Os Afectos

Os Afectos

20
Fev19

Ana Sousa Dias


Paulinha

Trabalho diariamente com Músicos e Artistas, por isso deixei de me deslumbrar com a sua presença. São pessoas normais, uns mais tímidos outros mais extrovertidos. São diferentes sim, porque trazem Arte com eles. Acho alguma graça aos fãs que no final dos concertos ficam para os autógrafos, selfies e um bocado de conversa como se os conhecessem desde sempre. Mas ontem tive o meu momento de felicidade e deslumbramento ao conhecer a Ana Sousa Dias, que admiro e gosto há tantos anos. Comecei a acompanhar o trabalho da Ana Sousa Dias no programa "Por Outro Lado". Um programa de entrevistas com um formato completamente distinto. E escrevo distinto em todos os bons sentidos desta palavra. Muitos dos entrevistados eram, para mim na altura, perfeitos desconhecidos. E revelavam-se verdadeiras descobertas, surpresas. A Ana Sousa Dias conduzia as entrevistas com subtileza, inteligência, simplicidade, dando total protagonismo ao convidado e às suas histórias. Tenho de agradecer à Cândida Colaço Monteiro que me fez sentir uma adolescente, quando me chamou em frente a todo um open space com a Ana Sousa Dias ao seu lado. Perguntei logo: "Vais envergonhar-me?:) Já tinha a Ana Sousa Dias de sorriso aberto. Magnífica como sempre! Deu-me um abraço e eu fiquei Feliz!

19
Fev19

Atravessar nas passadeiras é igual a não atravessar nas passadeiras


Paulinha

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Desde há 2 anos que tenho vindo a ter um problema crescente no dia-a-dia. Chama-se Passadeiras, e supostamente foram criadas, e bem, para minimizar atropelamentos, criar civismo e respeito por peões. A verdade é que nestes últimos 2 anos tenho sentido exactamente o oposto. Que não são lugares seguros, nem prioritários à passagem segura de peões. E este sentimento é, inacreditavelmente maior, sempre que circulo com os meus filhos. Que é todos os dias! Há uma falta de tudo! Em primeiro lugar de tempo! Anda tudo atrasado e a correr muito. Depois acham que circular de carro os faz chegar sempre mais depressa! Errado! Depois é prego a fundo para chegar ainda antes... Utopia. A nossa cidade é sobretudo pedestre. Sem inclinações, colinas, com ruas e avenidas largas com disposição geométrica de paralelas e perpendiculares. Perfeita, portanto! A escola dos meus filhos fica a cerca de 7 minutos de casa e em linha recta. No percurso temos de passar 8 passadeiras. E 4 dessas são, basicamente, partilhadas por todos os percursos que chegam a quase todas as escolas ( públicas e privadas) de Matosinhos. Logo, onde circulam dezenas de crianças pedestres, de manhã e ao fim da tarde. É vergonhosa e assustadora esta falta de tudo, até de medo de atropelar, que assola os condutores nestas ruas e avenidas a estas horas. Registam-se em média 2 atropelamentos por mês, e alguns são fatais. Lembro que é o centro, baixa de Matosinhos. Todos os dias, desde há uns meses, que perco a paciência e mando um berro, ou pior, apanho um susto com uma travagem brusca, ou pior nos passam razias. Porque não podem esperar que acabemos de atravessar a passadeira e cheguemos ao passeio. O meu filho ainda vai no carrinho e nem sempre é fácil subir passeios. É assustador, medonho, avassalador este sentimento diário quando levamos e trazemos os filhos da escola. Ando a pensar o que fazer e já comecei por tomar algumas medidas. Urgência Precisa-se! e Lombas e freio!

11
Fev19

Pão Nosso


Paulinha

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Somos uma família nuclear de 5! Vivemos num T2 que ADORAMOS e que estamos sempre a reinventar, dadas as suas inúmeras potencialidades! E falo a sério! Mas os desafios de ter espaço de sobra num T2 para 2 adultos, 2 crianças e 1 cão é assunto para outros posts! A ligação desta introdução ao assunto sobre o qual quero falar é o reinventar, o arranjar soluções para os desafios diários! Desde há 5 anos que iniciámos o nosso percurso num modo de vida mais simples! Passámos a usar a bicicleta como meio de transporte (mote para outro post), decidimos não mudar para uma casa maior, apesar da familia ter aumentado, e sobretudo decidimos saber melhor o que comemos! Daí começámos a fazer o nosso em casa “ o pão dos papus”! Tem sido uma EXPERIÊNCIA e um desafio! Sobretudo o de convencer os miúdos que “o pão dos papus” é delicioso. Claro que quase não leva sal! E tentamos variar na escolha das farinhas que são sempre biológicas! Compradas na mercearia biológica do mercado. Para além da quantidade de sal substancialmente inferior, a textura é diferente, menos fofo. Mas um conforto e uma delicia! Fazer pão cá em casa é também terapêutico, mesmo com a ajuda da nossa Bimby! O tempo de espera para levedar, com calma, sem pressas, o amassar, voltar a deixar levedar. E por fim cozer o pão! E o cheirinho que fica em casa!!! O “pão dos papus”, por norma é feito aos domingos dos Invernos longos e frios.

11
Fev19

O Meu Porto


Paulinha

Olá! :)

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Chamo-me Paulinha, Lisboeta, Limiana dos 4 costados, rendida a Norte,pois claro!

Adoro escrever, mas adormeci esta paixão durante 7 anos!  Alvorada!!!! 

 

Escrevi este texto sobre o meu Porto quando ainda sonhava que fosse a minha Cidade. 

 

O Porto cidade Invicta que resistiu ao cerco, cidade à qual não resisto. Que me recebe sempre bem, ao seu estilo, com uma pronúncia que não se imita, com expressões que são só dela. O Porto é pintado de cinza, de azul, de preto, branco e de verde. Dizem que lhe falta a luz que brilha em Lisboa, e que é magnífica.
Eu digo que sobeja o baço das cores que o tornam intrigante.O Porto quase me detém a cada regresso a Lisboa! Resistem as saudades do voltar a casa, aos Amigos de sempre!O Porto brinda-nos com o Douro que nos atordoa em desalinho. Oferece-nos Serralves, a Ribeira, a Foz e a Casa da Música.E deixa-me a cada partida com um desejo mais forte de ficar!

Já cá estou há 14 anos! Yeahh!!!!

11
Fev19

...


Paulinha

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Os Afectos

Já que se pede ao amor loucura
não se lhe dê veneno à flecha
nem triste pecado à mordedura
abre o pano até que fecha
o amor busca nos afectos a deixa

Porque o quadrado da hipotenusa
é igual a já não sei quê dos catetos
a traça do passado é tão confusa
mas tão límpida a lembrança dos afectos
são fartos e temíveis
são as cordas sensíveis
quietos, irrequietos
p'ra sempre politicamente incorrectos
os afectos, os afectos

Sérgio Godinho

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